sábado, 15 de março de 2014

Irrepetibilidade da Experiência Religiosa


Jean-François Millet - Angelus Domini

A "repetição" remete para a duplicação de um acto. Se tal possa ser possível mecanicamente (ainda que o mesmo seja discutível), o mesmo não acontecerá no domínio da experiência religiosa, onde o Homem não sendo propriamente comparável a uma "mecânica de relógio suíço", sempre que pratica um acto renova-se. É claramente esta qualidade que o faz ser Homem! Remeter a experiência religiosa para a repetição seria afirmá-la numa "plasticidade" no sentido de falta de naturalidade. A Irrepetibilidade de um acto enquanto experiência religiosa garante o aniquilação do vazio, ao mesmo tempo que certifica o Homem como ser Único, Ser de Novidade!
(no âmbito da disciplina Filosofia da Religião - Experiência Religiosa)

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